terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

CLASSIFICADOS













Precisa-se de uma cadela
para lamber meus sapatos
também de uma cinderela
pra mimar todos os atos

Quero um castiçal de vela
pros versos insensatos
que toda tara desvela
em sórdidos retratos

a princesa borralheira
pertenceria-me a sofrer
sorrindo-me a tarde inteira

a puta do meu querer
sofreria a dor derradeira
somente pro meu prazer

CRÉDITOS:  Sr. Poeta Devasso  

Dúvida



















 


Qual enxurrada
Derrubaste os diques
Que jamais soube
Houvessem em mim erguido
E te proclamaste vencedor.
Correrá meu oceano
mais livre, agora?

DONO



Adoro esse olhar assustado
de quem não sabe o que vem
se é pela frente aguardado
ou por trás tal me convém

Gosto quando de bom grado
chega pra me servir bem
Canso do choramingado
mas delas nao fico sem!

É das vontades singelas
de pegá-las tão princesas
para as minhas safadezas

Sao minhas doces cadelas
que adestro pelo prazer
para em servas converter

CRÉDITOS: Sr. Poeta Devasso


Amante do fetiche, ACM afirma que as consequências de imobilizações e amarrações malfeitas podem ser fatais. “Não se brinca com cordas ao redor do pescoço. é necessário conhecimento para evitar o estrangulamento.” Nó cego, nem pensar. Em se tratando de cordas, correntes e algemas, uma faca afiada ou chaves devem estar ao alcance da pessoa imobilizada, caso aconteça algo com o imobilizador. Não se pratica suspensão de imobilizado sem a supervisão de alguém experiente. A queda pode ser mortal ou gerar traumatismos graves. Sugestão para principiantes: o scarf fetish, amarrações com os suaves e escorregadios lenços de seda.
Gente, mas tudo isto é normal? “Este conceito vem no século 19, quando o poder da Igreja deu lugar à ciência. Do pecado passou-se à doença e assim havia que se encontrar algum mecanismo que explicasse tal critério. Buscou-se isso nas estatísticas: o que não for praticado pela maioria é doença, anormal. O problema é que no sexo há muitas variáveis a considerar”, avalia Rodrigues Júnior.
A psicanalista Marina de Resende Lemos considera que todos temos algum grau de sadismo e fantasias masoquistas. “A primeira coisa que queremos é agradar o outro e muitas vezes nos colocamos como objeto.” Mas pontua que a linha divisória entre perversão e fantasia é tênue. Até mesmo Freud ficou às voltas por anos com a questão: por que um indivíduo quer ser levado ao limite? Serão o sexo e o cotidiano dos baunilhas tão maçantes assim?
Na opinião de Maria Submissa, 57 anos, psicóloga, jornalista e três filhos do primeiro casamento, batizada por Senhor Darius, que ela reconhece como seu dono, como {alessa} _ SD, não se trata disso. É, sim, a oportunidade de realizar-se na essência, ter um companheiro que não só a entende, mas a estimula a ser como é. “A submissa, mesmo não sendo masoquista, deseja manifestar submissão emprestando o corpo para o prazer do dono.” Por isto, em certas ocasiões usa coleira (assim como um cachorro) e até dorme com ela caso Darius mande. Se posta de joelhos com as mãos para trás, beija-lhe os pés em sinal de respeito e, algumas vezes, no chão, trata-o por Senhor.
“Eu o amo muito e estamos juntos há um ano e meio. Neste tempo, meu treinamento foi voltado para o combate à minha impaciência e geniosidade.” Nem sempre os castigos por má conduta levam a dores físicas: podem relacionar-se ao sofrimento psicológico, quando, por exemplo, vê-se privada do carinho e atenção do dono. São medidas repreensivas e educativas. Entre as práticas favoritas de Maria estão o spanking, bondage e o dogplay (jogos de cachorro, em que adquire comportamento de animal de estimação e atende ao chamamento de cadela).
Fala que se sente protegida pelo dono e para esta entrevista teve que pedir-lhe autorização; ele esteve a seu lado enquanto respondia. “Ser submissa é uma experiência única para mim, que se renova a cada superação de limite, a cada dificuldade vencida, a cada gesto de dedicação que faço e é reconhecida como demonstração de minha entrega. Entendo que a relação BDSM envolve aspectos que uma relação baunilha não abarque, como punições físicas e o adestramento, mas é esta diferença que me atrai e sempre busquei.”
Como falamos muito em cordas, amarrações e nós, ao final desta leitura minha cabeça está torcida tentando entender este universo. E a sua?


CRÉDITOS: ACM












Germinal
 
Ah, este gosto de poesia
Em teu orgasmo
Que no silêncio usufruo
E cuidadosa guardo
É a essência e o princípio
De meu verso.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Poeta Rude













Sou poeta tão grosseiro
que mais que demais me admira
o refino derradeiro
que vêem sob minha mira

Meu poema é chiqueiro
ótimo pra uma kajira
sem um dono verdadeiro
que da pocigla lhe tira

Porque meus versos encantam
tantas leitoras confusas
entre autor e sua obra?

Porque no fim tanto espantam
quando lhes rasgo as blusas
a cuidar que nada sobra?

CRÉDITOS: Sr. Poeta Devasso













Rota II
 
Se por abismos me segues
minha íntima amiga
É porque sabes
Que nas planícies
Nunca me terás.
Meus sonhos jamais pousam
Em terras sitiadas.

 convite


















 à primeira chance que me surgir, 
Devorar-te-ei esta tua pele alva
que dá fomes que nunca imaginava
possíveis de habitar dentro dum homem.

Teu corpo é perfeito para as minhas 
mãos ávidas dominar e possuir. 
Tua boca será perfeita para sentir
a força sórdida de minha saliva. 

E seus olhos mais que perfeitos para 
brilharem de tesão quando sentir
todo prazer de ter o teu corpo,
pela minha vontade, em carne viva. 

Venha ser boneca de minha sordidez. 
Venha ser princesa e também escrava. 
Venha viver no melhor de sade e masoch. 
Venha se derreter ao meu menor toque

 Sr. Poeta Devasso


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011














Armadilha
 
Violenta
Lenta onda
Cresce em mim
E maré alta
Nos invade.
Não nades contra a corrente.
Na água armei
Minha armadilha de paixão
E espuma salgada
Para sitiar-te.
Furioso é o ritmo do oceano
E o nosso.

Barbárie em Bárbara














Pois eu farei sem amarras 
e também sem as algemas
Usando de minhas garras
para lhe fazer pequena

Presa será pelas farras
das minhas mãos nada amenas
segurando tal mil barras
do seu corpo que me encena

Presa farei do seu rabo
o melhor do aposento 
para o meu tão rijo cabo 

que entre as pernas apresento
de destino bem traçado
pro gozo doce e nojento

 SR. D